AUDIÇÃO - SINAL DE ALERTA NA MELHOR IDADE

Texto: Fga. Dra. Patrícia Fernandes Rodrigues

Quem encontra-se na faixa dos 60 anos já deve ter um dia parado algum minuto para imaginar como será o seu futuro.Com o passar dos anos, a forma de encarar a vida muda. A maturidade traz mais serenidade, sabedoria, paciência. Mais o maior desejo da maioria, é preservar a autonomia e a qualidade de vida.

Nos próximos 20 anos, a população de idosos no Brasil poderá ultrapassar 30 milhões de pessoas e deverá representar quase 13% do povo brasileiro, segundo dados doIBGE em 2001. Por isso, uma das preocupações dos especialistas que trabalham com a terceira idade é poder criar alternativas para os maiores de 60 anos e principalmente promover a integração na sociedade e fazer com que esta população se sinta ativa.

Não tem como negar que o organismo sente a chegada dos anos. O corpo todo reage: cabeça, osso, coração, músculos, visão, audição. Dados do Ministério da Saúde , revelam que 70% dos idosos cerca de 10 milhões de pessoas, do nosso país, sofrem com alguma perda auditiva.

Hoje, as pessoas aos 60 anos se recusam a ficar apáticas diante do envelhecimento, pois, estudam, namoram, viajam e, para acompanhar esse ritmo, precisam cuidar muito bem da saúde. Quando o idoso se sente útil, sua qualidade de vida melhora muito. A chave do envelhecimento bem-sucedido, com qualidade de vida, não está em não ter doenças, mas sim, no cuidado que o indivíduo tem que ter com a manutenção do seu bem-estar desde a idade adulta.

Aumentar o volume da televisão, pedir que as pessoas para repetir o que dizem, apare-cimento de zumbido, não são os únicos sinais de perda auditiva na população idosa. Depressão, dificuldade em se comunicar, isolamento até mesmo da família são compor-tamentos que deverão ser considerados sinais de alerta para um possível sintoma de perda auditiva, que erroneamente costumas ser tratados como manifestações comuns da idade.

Ao se perceber alguma alteração no comportamento auditivo, o melhor a fazer é buscar ajuda e orientação com profissionais como o médico otorrinolaringologista e porteriormente um fonoaudiológo. Segundo dados do programa de saúde auditiva, mesmo não havendo uma idade pré-estabelecida para investigar a audição, é recomendado e prudente a realização de uma avaliação audiológica- realização de audiometria ,exame que determina os limiares auditivos e sugere graus de perda auditiva após a realização deste exame o médico irá decidir qual a conduta mais adequada.

Uma das alternativas cada vez mais utilizada pela população idosa é o usodos aparelhos de amplificação sonora individual, estes são dispositivos eletrônicos que têm a função de amplificar os sons a um nível confortável para cada usuário. Atualmente estes aparelhos auditivos possuem recursos e especificações que irão melhorar a qualidade de vida,estes parâmetros serão determinados por um profissional que indicará o modelo e a tecnologia que melhor atenda as necessidades do candidato ao uso deste dispositivo.

Saudações,
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